Já está disponível o novo episódio do TV Guerra, o podcast da Faculdade Guerra. Nesta edição, o programa recebe o advogado e escritor Max Kolbe, autor do livro A Comercialização da Imortalidade, obra que vem despertando atenção por abordar um dos temas mais instigantes da atualidade: a forma como as tecnologias digitais estão transformando a relação humana com a morte, a memória e a permanência da identidade após a vida biológica.
Durante a entrevista, Max Kolbe desenvolve uma reflexão original sobre os desafios éticos, jurídicos e sociais surgidos a partir do avanço das tecnologias digitais, da inteligência artificial e da crescente digitalização da vida cotidiana. O autor analisa como imagens, vozes, dados pessoais e perfis em redes sociais permanecem ativos após a morte, criando situações inéditas para famílias, herdeiros, empresas e para o próprio Direito. ASSISTA ABAIXO:
Segundo a abordagem apresentada na obra, a identidade humana passou a possuir uma dimensão econômica e patrimonial que ultrapassa a existência física do indivíduo. Em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial já são capazes de recriar vozes, rostos e comportamentos, surgem questionamentos fundamentais sobre quem controla esses ativos digitais e quais limites devem existir para sua utilização.
Ao longo da conversa, o entrevistado também discute o conceito de “imortalidade digital”, explorando as implicações de um mundo em que memórias, conteúdos e representações virtuais podem continuar circulando indefinidamente, mesmo após o falecimento de seus titulares. O tema, ainda pouco explorado no ambiente jurídico brasileiro, ganha relevância à medida que a sociedade se torna cada vez mais conectada e dependente das plataformas digitais.
O episódio reforça o compromisso do TV Guerra e da Faculdade Guerra com a promoção de debates contemporâneos que aproximam os estudantes das grandes transformações que impactam o Direito, a sociedade e a vida humana.
A entrevista completa já pode ser assistida nos canais oficiais da Faculdade Guerra. Trata-se de uma oportunidade para refletir sobre uma pergunta cada vez mais atual: afinal, o que acontece com nossa identidade quando a tecnologia torna possível a permanência digital muito além da vida?





