REFLEXÕES GUERRA: PSICOLOGIA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – POR QUE O OLHAR HUMANO SERÁ AINDA MAIS IMPORTANTE

Com o avanço dos chatbots, das redes sociais e das tecnologias capazes de simular conversas humanas, a Psicologia entra em uma nova fronteira: compreender como a tecnologia está transformando o comportamento, as relações e a própria maneira como as pessoas lidam com suas emoções

A inteligência artificial já deixou de ser uma tecnologia restrita aos laboratórios e às grandes empresas. Ela está presente no cotidiano, nos estudos, no trabalho, nas redes sociais e, cada vez mais, na maneira como as pessoas procuram informações sobre suas próprias emoções e dificuldades.

Uma das fronteiras mais sensíveis dessa transformação está justamente na saúde mental.

Hoje, uma pessoa pode conversar durante horas com um chatbot, pedir conselhos sobre relacionamentos, relatar sintomas de ansiedade, descrever conflitos familiares ou procurar respostas para situações emocionalmente difíceis. A tecnologia oferece respostas imediatas, disponíveis a qualquer hora.

Mas uma pergunta começa a ganhar importância entre pesquisadores e profissionais: até onde uma máquina pode compreender verdadeiramente o ser humano?

É nesse ponto que a Psicologia ganha uma nova dimensão.

A inteligência artificial não elimina a Psicologia. Ela torna o conhecimento psicológico ainda mais necessário

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vem acompanhando de perto os impactos da inteligência artificial sobre a profissão. Em 2025, o órgão publicou posicionamento específico sobre o uso de IA no contexto da prática psicológica e destacou a necessidade de que sua utilização seja acompanhada de análise crítica, responsabilidade ética e supervisão profissional.

O CFP também publicou um guia dedicado aos chamados chatbots e à saúde mental, justamente diante do crescimento dessas ferramentas utilizadas por pessoas em busca de orientação emocional. O documento chama atenção para a necessidade de segurança e autonomia nas escolhas relacionadas à saúde mental.

A discussão revela uma transformação importante: o psicólogo do futuro não será aquele que simplesmente ignora a tecnologia, mas aquele que compreenderá seus efeitos sobre o comportamento humano e saberá utilizá-la com responsabilidade.

Isso significa que a formação em Psicologia precisa acompanhar as transformações da sociedade.

O novo desafio: compreender o ser humano em um mundo hiperconectado

A tecnologia mudou a maneira como as pessoas se relacionam.

Mudou também a forma como constroem sua identidade, lidam com a autoestima, enfrentam a solidão, estabelecem vínculos afetivos e recebem informações.

Crianças e adolescentes estão entre os grupos que mais despertam preocupação. O governo federal publicou recentemente um guia específico sobre o uso de dispositivos digitais por esse público, reunindo informações sobre os impactos do excesso de telas e das redes sociais. Entre os problemas associados ao uso problemático estão sintomas de ansiedade e depressão, dificuldades de sono, problemas de autorregulação emocional e questões relacionadas à autoimagem.

A questão, portanto, não é simplesmente saber quanto tempo uma pessoa permanece diante de uma tela.

É compreender o que acontece com sua mente enquanto ela está conectada.

Por que determinadas pessoas desenvolvem dependência de redes sociais? Como os mecanismos de recompensa das plataformas interferem no comportamento? De que maneira a comparação permanente com outras pessoas afeta a autoestima? O que acontece com a construção da identidade em um ambiente dominado por imagens cuidadosamente produzidas e, cada vez mais, por conteúdos gerados artificialmente?

Essas são perguntas essencialmente psicológicas.

A Psicologia diante de uma sociedade em transformação

O profissional que chegará ao mercado de trabalho nos próximos anos encontrará uma sociedade muito diferente daquela que existia quando os atuais modelos de formação profissional foram concebidos.

A inteligência artificial estará presente em empresas, escolas, hospitais, órgãos públicos, clínicas, escritórios e praticamente todos os ambientes de trabalho.

Ao mesmo tempo, problemas relacionados à saúde mental continuarão exigindo profissionais preparados para compreender pessoas, relações e contextos sociais.

O Ministério da Saúde, por exemplo, reconhece a Psicologia como uma das áreas profissionais da saúde e inclui psicólogos entre as profissões habilitadas a participar de programas de residência multiprofissional e uniprofissional em saúde.

Isso amplia a visão sobre a carreira.

Psicologia não significa apenas consultório.

O psicólogo pode atuar na saúde pública, hospitais, escolas, organizações, empresas, instituições sociais, sistema de Justiça, políticas públicas, esporte, pesquisa e em diferentes campos relacionados ao comportamento humano.

E novos campos surgem à medida que a sociedade muda.

O mercado está mudando — e a formação também precisa mudar

A própria formação acadêmica em Psicologia vem sendo tratada como uma área estratégica da formação em saúde.

As Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem uma formação ampla para o curso, com carga horária referencial de 4.000 horas e pelo menos 20% da carga efetiva global destinada aos estágios.

Mais do que cumprir uma carga horária, entretanto, o desafio de uma graduação contemporânea é formar profissionais capazes de pensar.

Pensar criticamente.

Interpretar comportamentos.

Compreender diferentes contextos sociais.

Utilizar conhecimento científico.

Reconhecer limites éticos.

E, sobretudo, compreender que nenhuma tecnologia substitui a complexidade da experiência humana.

É justamente por isso que a formação em Psicologia ganha relevância em uma sociedade cada vez mais tecnológica.

Por que estudar Psicologia agora?

A pergunta talvez possa ser invertida:

por que não estudar Psicologia justamente agora?

Nunca houve tanta informação disponível sobre comportamento humano. Ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário distinguir informação de conhecimento científico.

Nunca foi tão fácil conversar com uma máquina. E, justamente por isso, torna-se ainda mais importante compreender o valor de uma relação humana qualificada.

Nunca houve tantos recursos tecnológicos capazes de analisar dados, identificar padrões e produzir respostas. Mas compreender uma pessoa exige muito mais do que reconhecer padrões.

Exige escuta.

Exige conhecimento.

Exige ética.

Exige capacidade de interpretação.

Exige sensibilidade para perceber aquilo que nem sempre está explícito em uma fala.

Essa é uma das grandes fronteiras da Psicologia no século XXI.

Faculdade Guerra prepara nova geração de profissionais

É dentro desse cenário que a Faculdade Guerra amplia sua atuação no ensino superior e passa a oferecer o curso de Psicologia.

A instituição foi autorizada pelo Ministério da Educação a ofertar a graduação e prepara a formação de sua primeira turma, com início previsto para janeiro de 2027.

A chegada da Psicologia ao portfólio da Faculdade Guerra representa mais do que a criação de um novo curso.

Representa a entrada da instituição em uma área diretamente relacionada a alguns dos principais desafios da sociedade contemporânea: saúde mental, comportamento, relações humanas, desenvolvimento pessoal, educação, trabalho e transformação tecnológica.

E existe uma razão especial para escolher Psicologia neste momento.

O mundo está mudando rapidamente. E compreender o ser humano tornou-se uma das competências mais importantes do nosso tempo.

A tecnologia pode produzir respostas em segundos.

Mas a Psicologia continua fazendo uma pergunta que nenhuma máquina consegue responder sozinha:

quem é o ser humano por trás da pergunta?

É para compreender esse ser humano — em sua complexidade, suas emoções, seus conflitos, suas potencialidades e suas relações — que a Psicologia continuará sendo indispensável.

Faculdade Guerra. Psicologia para compreender o presente e transformar o futuro.

Prepare-se para uma profissão que estará cada vez mais presente nos grandes desafios do século XXI.

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CONRADO VITALI

Assessoria de Imprensa

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