Há momentos institucionais que transcendem a rotina acadêmica e se inscrevem como marcos fundacionais. A Faculdade Guerra vive exatamente um desses momentos. Os estudantes da primeira turma do curso de Direito, hoje no 7º semestre, aproximam-se da formatura não apenas como discentes em fase final de graduação, mas como protagonistas de um processo histórico: o de consolidação de um novo centro de produção de conhecimento jurídico em Taguatinga (DF).

Aristóteles “viaja no tempo” para confirmar suas teorias na sala de aula da Faculdade Guerra: “somos aquilo que repetidamente fazemos; a excelência, portanto,não é um ato, mas um hábito”
Mais do que cumprir uma matriz curricular, essa turma inaugura uma tradição. Ao ingressarem em um curso ainda em formação, esses estudantes assumiram, desde o início, uma postura que dialoga com a clássica reflexão de Aristóteles: “somos aquilo que repetidamente fazemos; a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.” Ao longo dos semestres, o que se construiu foi precisamente isso — um hábito institucional de excelência, forjado pela constância, pela disciplina e pela crença compartilhada de que era possível edificar algo sólido onde antes havia apenas projeto.
Agora, na etapa final do curso, essa construção ganha contornos concretos e operacionais. Os estudantes já se preparam para atuar no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), espaço que representa a síntese entre teoria e prática, entre o conhecimento abstrato e sua aplicação no mundo real. No NPJ, o Direito deixa de ser apenas objeto de estudo e se converte em instrumento de transformação social. Ali, os futuros bacharéis desenvolvem competências essenciais: atendimento à população, elaboração de peças processuais, análise de casos concretos e atuação supervisionada em demandas reais.

O filósofo alemão Immanuel Kant como se tivesse vindo do século XVIII para reafirmar seu aforismo na Faculdade Guerra, que oferece atividades práticas desde os primeiros semestres: “a teoria sem a prática é vazia, e a prática sem a teoria é cega”
Essa transição — do plano teórico para a experiência prática — evoca a conhecida reflexão de Immanuel Kant: “a teoria sem a prática é vazia, e a prática sem a teoria é cega.” É exatamente nesse ponto de convergência que a formação jurídica atinge sua maturidade. A Faculdade Guerra, ao estruturar e fortalecer seu NPJ, reafirma seu compromisso com uma formação integral, que prepara o aluno não apenas para o mercado, mas para o exercício consciente e ético do Direito.

Hegel, como palestrante imaginário na Faculdade Guerra: “a construção conjunta é o espírito que se realiza na história por meio da ação coletiva”
O avanço da turma pioneira também revela algo ainda mais profundo: o êxito de um projeto coletivo. A consolidação do curso de Direito não é fruto de um esforço isolado, mas de uma construção conjunta entre gestão, professores e estudantes. Trata-se de um exemplo concreto do que o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel descreveu como o espírito que se realiza na história por meio da ação coletiva. Cada aula ministrada, cada disciplina concluída, cada desafio superado contribuiu para a materialização de uma ideia que, no início, existia apenas como possibilidade.
Fundar e desenvolver um novo curso de Direito em Taguatinga exigiu mais do que planejamento — exigiu convicção. Convicção de que a educação superior é um vetor real de transformação social; de que é possível descentralizar o acesso ao ensino jurídico de qualidade; e de que regiões como Taguatinga e Ceilândia não apenas demandam, mas merecem centros de excelência acadêmica.
Nesse sentido, a trajetória da primeira turma da Faculdade Guerra dialoga diretamente com o pensamento de Paulo Freire, para quem “a educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.” O que se observa agora é precisamente isso: estudantes que, ao longo do curso, foram sendo transformados pelo conhecimento e que, em breve, estarão aptos a intervir na realidade social com competência técnica e consciência crítica.
A proximidade da formatura não representa apenas o encerramento de um ciclo acadêmico. Ela simboliza a consolidação de uma identidade institucional e o cumprimento de uma promessa: a de levar desenvolvimento, ciência e novas perspectivas para o Distrito Federal a partir de um modelo de gestão inteligente, comprometido com resultados e com impacto social.
Para os estudantes, trata-se da materialização de anos de dedicação, esforço e superação. Para os professores, é a evidência concreta de que o trabalho pedagógico produziu frutos. Para a gestão, é a validação de uma visão estratégica que acreditou no potencial transformador da educação. E para Taguatinga, é o fortalecimento de seu papel como polo emergente de formação superior.
Ao se aproximarem da formatura, os alunos da turma pioneira deixam de ser apenas estudantes e passam a integrar a história da instituição como seus primeiros e mais simbólicos egressos. São eles que inaugurarão não apenas uma sequência de diplomas, mas uma tradição.
Como escreveu o filósofo espanhol Ortega y Gasset, “eu sou eu e minha circunstância, e se não a salvo, não salvo a mim mesmo.” A Faculdade Guerra e sua primeira turma salvaram — no sentido mais profundo do termo — uma circunstância: a de ampliar horizontes, democratizar oportunidades e construir, em pleno coração de Taguatinga, um novo espaço de pensamento, justiça e futuro.
E é justamente nesse ponto que a história deixa de ser promessa e passa a ser realidade.





