“ENSINO SUPERIOR PRIVADO É RESPONSÁVEL POR QUATRO EM CADA CINCO MATRÍCULAS NO BRASIL”, DESTACA PRESIDENTE DO SINDEPES-DF

Durante encontro com a Faculdade Guerra, professor Luiz França ressaltou o papel estratégico das instituições particulares na expansão e democratização do acesso à educação superior

A dimensão do ensino superior privado no Brasil e sua contribuição para a formação acadêmica e profissional do país foram destacadas pelo presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos Particulares de Ensino Superior do Distrito Federal (SINDEPES-DF), professor Luiz França, durante encontro com a mantenedora da Faculdade Guerra, professora doutora Kellen Guerra.

Ao abordar o papel das instituições particulares no sistema brasileiro de educação superior, França chamou atenção para a participação majoritária do segmento na oferta educacional e para sua importância na ampliação do acesso à formação universitária.

Os números mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmam a dimensão apontada pelo dirigente. Em 2024, o Brasil possuía 2.561 instituições de educação superior, das quais 2.244 eram privadas, o equivalente a 87,6% do total. As instituições públicas somavam 317.

A predominância também aparece no número de estudantes. Das 10.226.873 matrículas de graduação registradas no país em 2024, aproximadamente 80% estavam em instituições privadas, enquanto as instituições públicas respondiam por cerca de 20%.

O peso do setor privado é ainda mais evidente quando se observa a entrada de novos estudantes. Em 2024, o sistema de educação superior registrou 5.010.433 ingressantes em cursos de graduação. Desse total, 4.435.222 ingressaram em instituições privadas, correspondendo a 88,5% dos novos estudantes, contra 11,5% nas instituições públicas.

“A formação das grandes cabeças do Brasil”

Foi a partir dessa realidade que o professor Luiz França ressaltou, durante a reunião, a responsabilidade assumida pelas instituições privadas na formação de profissionais e na democratização do acesso ao ensino superior.

“As instituições privadas de educação superior têm uma responsabilidade extraordinária com o futuro do Brasil. Elas representam a maior parte do sistema, estão presentes em diferentes regiões e permitem que milhões de brasileiros tenham acesso à formação superior. É nesse ambiente que estamos formando as grandes cabeças do Brasil”, destacou França.

Segundo o presidente do SINDEPES-DF, a dimensão quantitativa do setor não deve ser compreendida apenas como uma questão estatística. Para ele, a presença majoritária das instituições privadas significa também a existência de uma ampla rede de formação profissional, produção de conhecimento e mobilidade social.

“Quando falamos que quatro em cada cinco estudantes de graduação estão em instituições privadas, estamos falando de milhões de histórias, de projetos de vida e de profissionais que serão fundamentais para o desenvolvimento do país. A democratização do ensino superior passa necessariamente pela capacidade de o Brasil oferecer oportunidades de acesso em escala”, afirmou.

Uma participação que se consolidou ao longo das décadas

Os dados do Inep também revelam que a predominância do setor privado não é um fenômeno recente. Em 2003, as instituições privadas já representavam cerca de 89% das instituições de educação superior e concentravam aproximadamente 70% das matrículas. Em 2024, embora a participação percentual das instituições privadas no total de IES tenha permanecido próxima desse patamar, sua participação nas matrículas chegou a 80%.

A evolução acompanha a expansão do próprio sistema brasileiro de educação superior. Em 2024, o país alcançou mais de 10,2 milhões de matrículas de graduação, distribuídas entre universidades, centros universitários, faculdades, institutos federais e centros federais de educação tecnológica.

A estrutura do setor privado é particularmente diversificada. Entre as instituições particulares, predominam as faculdades, que representam 77,8% das IES privadas.

Democratização do acesso

Para o professor Luiz França, a relevância das instituições privadas deve ser analisada também sob a perspectiva da democratização do ensino superior.

A expansão das oportunidades de acesso permitiu que a educação superior alcançasse parcelas cada vez maiores da população brasileira, inclusive estudantes que, por diferentes razões, não encontram lugar nas instituições públicas ou necessitam de modalidades, horários e localidades de oferta compatíveis com suas condições pessoais e profissionais.

“Não existe hoje uma política consistente de democratização do ensino superior no Brasil que possa prescindir das instituições privadas. O setor público tem uma importância absolutamente fundamental, mas a escala necessária para atender milhões de brasileiros exige a participação de todos. A educação superior brasileira é um sistema que precisa ser compreendido como um todo”, observou o presidente do SINDEPES-DF.

Educação e desenvolvimento nacional

A manifestação de França ocorreu durante o encontro institucional com Kellen Guerra, realizado na sede do SINDEPES-DF, que reuniu representantes de instituições e organizações ligadas à educação superior.

A reunião teve como objetivo estreitar as relações institucionais entre a Faculdade Guerra e o sindicato, além de promover uma conversa sobre os desafios e as perspectivas do ensino superior no Distrito Federal e no país.

Para a Faculdade Guerra, a discussão reforça a importância de compreender a educação superior não apenas como uma etapa da formação acadêmica, mas como um dos principais instrumentos de desenvolvimento econômico, social e humano.

Os números do Censo do Inep ajudam a dimensionar essa responsabilidade: com 80% das matrículas e 88,5% dos ingressantes de graduação, o ensino superior privado ocupa posição central na formação das novas gerações de profissionais brasileiros.

Nesse cenário, a defesa da qualidade acadêmica, da formação profissional, da inovação e da ampliação do acesso ao ensino superior constitui um desafio compartilhado por instituições públicas e privadas — e uma agenda estratégica para o futuro da educação brasileira.

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CONRADO VITALI

Assessoria de Imprensa

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