“A COMERCIALIZAÇÃO DA IMORTALIDADE” NAS PALAVRAS DE QUEM ESCREVEU SOBRE ELA

Faculdade Guerra abre mais um dia na programação da Semana Jurídica 2026 para receber, no dia 26 de maio, o advogado, escritor e professor Max Kolbe, autor de obra que analisa o impacto das tecnologias digitais sobre a forma como os humanos lidam com a morte. 

“A Comercialização da Imortalidade” será debatida na Semana Jurídica 2026. A Faculdade Guerra acaba de anunciar que, além das datas já programadas para o evento (27 e 28 de maio na faculdade e 29 de maio na ExpoDireito); abriu mais um dia para o evento – 26 de maio – para receber o advogado, escritor e professor Max Kolbe. O advogado é autor do provocativo “A Comercialização da Imortalidade”. O livro  propõe uma reflexão contemporânea sobre o impacto das tecnologias digitais na forma como os seres humanos lidam com a morte, a memória e a permanência da identidade após o fim da vida biológica.

A obra

A obra parte da ideia de que a sociedade entrou em uma nova era: a da “imortalidade digital”. Em vez de desaparecer completamente após a morte, o indivíduo deixa rastros permanentes na internet — fotografias, vídeos, mensagens, voz, padrões de comportamento, bancos de dados e até registros biométricos — capazes de serem reutilizados, reproduzidos e até recriados por sistemas de inteligência artificial. 

Segundo o autor, esse fenômeno criou um novo mercado econômico baseado na memória humana. Empresas de tecnologia, plataformas digitais e desenvolvedores de IA passaram a transformar dados pessoais em ativos valiosos, explorando comercialmente imagens, vozes e identidades de pessoas falecidas. O livro discute, por exemplo, a possibilidade de reconstrução digital de indivíduos por meio de deepfakes, avatares interativos e inteligências artificiais treinadas com dados deixados em vida. 

Max Kolbe argumenta que essa nova realidade gera profundas questões éticas e jurídicas. Entre os temas centrais da obra estão:

  • herança digital;
  • direito à imagem pós-morte;
  • proteção de dados pessoais;
  • monetização da memória;
  • manipulação emocional por tecnologias de IA;
  • limites legais da reprodução de identidade;
  • dignidade da pessoa humana após a morte.

O autor também analisa como o capitalismo contemporâneo passou a enxergar a própria finitude humana como oportunidade de negócio. A memória deixa de ser apenas um espaço afetivo e passa a integrar cadeias econômicas baseadas em audiência, consumo, nostalgia e engajamento digital.

Ao longo da obra, percebe-se um alerta filosófico: a humanidade vive uma transformação civilizatória em que a morte física já não representa necessariamente o desaparecimento simbólico do indivíduo. A tecnologia cria uma espécie de “sobrevida algorítmica”, na qual pessoas continuam presentes no ambiente digital mesmo depois de mortas.

O livro dialoga com áreas como:

  • Direito Digital;
  • Bioética;
  • Filosofia da Tecnologia;
  • Inteligência Artificial;
  • Proteção de Dados;
  • Sociologia da Comunicação.

Mais do que um estudo jurídico, a obra procura provocar reflexão sobre o futuro da identidade humana em uma sociedade hiperconectada.

Para saber mais: quem é  Max Kolbe

Max Kolbe é advogado, professor e escritor brasileiro, com atuação voltada especialmente ao Direito Constitucional, Direito Digital, proteção de legado familiar e gestão de crises. Sua trajetória profissional combina prática jurídica, produção acadêmica e comunicação pública de temas ligados à tecnologia, sociedade e transformação digital. 

Radicado em Brasília, Max Kolbe tornou-se conhecido por abordar questões contemporâneas envolvendo inteligência artificial, direitos fundamentais, proteção de imagem e os impactos jurídicos das novas tecnologias. Em seus trabalhos, busca aproximar conceitos complexos do Direito de uma linguagem acessível ao público geral, sem abrir mão do rigor técnico.

Como autor, desenvolve obras voltadas à intersecção entre Direito, tecnologia e comportamento humano. Em A Comercialização da Imortalidade, uma de suas publicações mais comentadas, explora os desafios éticos e jurídicos surgidos a partir da permanência digital das pessoas após a morte, discutindo temas como herança digital, deepfakes, monetização da memória e inteligência artificial aplicada à reconstrução de identidades. 

Além da produção literária, Max Kolbe também atua como articulista e educador, produzindo conteúdos sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito de Internet e proteção de dados. Sua abordagem costuma enfatizar os impactos sociais das transformações tecnológicas e a necessidade de atualização do ordenamento jurídico diante das novas formas de interação digital. 

Seu trabalho insere-se em um campo crescente de reflexão jurídica sobre os limites éticos da tecnologia e sobre a redefinição contemporânea da identidade humana em ambientes digitais.

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CONRADO VITALI

Assessoria de Imprensa

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