EDITORIAL –  O FIM DA EDUCAÇÃO SUPERIOR É, SOBRETUDO, LIBERTAR

O papel histórico das faculdades particulares na democratização do ensino superior

Em páginas de estética e teoria literária, Fernando Pessoa já vaticinou: “o fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar”.  Ato contínuo, o fim da Educação Superior é, sobretudo, libertar, especialmente os despossuídos, de “destinos certos e trágicos”. É nesse contexto que é preciso sempre lembrar do valor e da importância histórica das faculdade particulares no cenário complexo e eivado de desafios da educação superior no país.

As faculdades particulares desempenham e continuarão desempenhando um papel crucial na democratização do ensino superior no Brasil. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2022, as instituições privadas representaram 78% das matrículas de graduação no país. Além disso, a educação a distância, que é predominantemente oferecida por faculdades particulares, cresceu de forma exponencial: em 2012, havia cerca de 1,1 milhão de matrículas nessa modalidade; em 2022, esse número saltou para 4,3 milhões, um aumento de 289%. Esse crescimento permite que estudantes de famílias de baixa renda, que muitas vezes não têm recursos para cursos preparatórios caros, tenham acesso ao ensino superior por meio de processos seletivos menos “selvagens” do que os  aplicados por instituições públicas. Embora seja imperativo reconhecer o imenso número de   vagas ociosas no ensino superior brasileiro, é inegável que o fenômeno da   expansão das faculdades particulares nos últimos 20 anos teve papel fundamental na ampliação  do acesso à educação superior no Brasil. Por óbvio,  crescimentos exponenciais de oferta, em qualquer setor, geram efeitos colaterais que acabam por demandar regulação governamental, como foi o recente caso do marco regulatório dos cursos superiores na modalidade EAD.  Não há modelos perfeitos nem movimentos sem consequências mas é inafastável a importância histórica das IES privadas na popularização do acesso dos brasileiros à Educação Superior.


O poeta Fernando Pessoa. Para ele, o fim da arte superior sempre foi libertar. O mesmo pode ser dito da Educação Superior

Os desafios, é evidente, são persistentes.Vários estudiosos destacam o papel das faculdades particulares na democratização do acesso ao ensino superior no Brasil mas também mostram gargalos que precisam ser enfrentados. José Marcelino de Rezende Pinto, professor da USP e experiente gestor eduaciononal,  em um estudo publicado na SciELO, observa que, apesar da expansão das instituições privadas, a taxa de escolarização bruta na educação superior brasileira ainda é uma das mais baixas da América Latina. Por sua vez, Sirley Terezinha Filipak, doutora em educação pela PUC do Paraná, e Eduardo Felipe Hennerich Pacheco, pós-doutorando em educação pela mesma universidade;  em um artigo da revista Diálogo Educacional, enfatizam que “a democratização do acesso à educação superior deve ser um tema indispensável na agenda política do país, destacando que, apesar das políticas públicas e ações afirmativas, os números ainda são insuficientes em relação ao total da população na faixa etária de 18 a 24 anos”

Essas reflexões ajudam a entender a importância dessas instituições na ampliação do acesso à educação superior.

Além do papel de espraiar o acesso , as faculdades particulares têm o dever de garantir a qualidade do ensino oferecido, para que a democratização realmente se traduza em oportunidades concretas de empregabilidade. Estudos como o de  Maria Helena Guimarães de Castro, socióloga e professora aposentada da Unicamp;  apontam que a qualidade do ensino superior privado é essencial para que os egressos consigam competir no mercado de trabalho. Apesar das dificuldades estruturais,  muitas dessas instituições, como a Faculdade Guerra,  têm investido em inovação pedagógica, corpo docente qualificado e infraestrutura, garantindo que o estudante, independentemente de sua origem, receba uma formação que realmente abra portas no mercado de trabalho. Dessa forma, a democratização do ensino superior se torna mais efetiva e duradoura.  Especialmente quando garantida por instituições que mantêm um compromisso pétreo com a missão de transformar vidas pelo conhecimento.

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CONRADO VITALI

Assessoria de Imprensa

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